Mini biografia - Júlia Lopes de Almeida


 

Dados pessoais:

Nome completo: Júlia Lopes de Almeida
Pais de origem: Brasil
Nascimento: 24 de  Janeiro de 1834
Falecimento: 20 de maio de 1934
Estado civil: Casada
Gênero literário: Romance, Conto
Editora no Brasil: Companhia das Letras, Principis, Vermelho Marinho, Via Leitura



Nascida na cidade do Rio de Janeiro em 1862, era filha do médico, mais tarde Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, ambos portugueses emigrados para o Brasil. Mudou-se ainda na infância para a cidade de Campinas, no estado de São Paulo, em 1881, com 19 ano publicou seus primeiros textos na Gazeta de Campinas, apesar de na época a literatura não ser vista como uma atividade própria para mulheres. Três anos depois, em 1884, começa a escrever também para o jornal carioca O País, trabalho que durou mais de três décadas.
Em 1886, mudou-se para Lisboa, onde se lança como escritora e junto de sua irmã publica Contos Infantis, em 1887. Em 28 de novembro de 1887 casou-se com Filinto de Almeida, à época diretor da revista A Semana Ilustrada, editada no Rio de Janeiro. Passou a ser colaboradora sistemática da publicação. Também escreveu para a revista Brasil- Portugal  (1899-1914). Júlia retornou ao Brasil em 1888, onde publica seu primeiro romance, Memórias de Marta, que sai em folhetins em O País. Seu textos em jornais da época tratam sempre de temas pertinentes como a República, a abolição e direitos civis.
De 1913 a 1918, Júlia e seu marido moraram, novamente, em Portugal. De volta ao Brasil, a escritora foi uma das fundadoras da Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher. Já em 1925, foi para a França, onde residiu até 1931. Faleceu em 30 de maio de 1934, no Rio de Janeiro. Foi esquecida pela crítica especializada, sendo redescoberta só a partir dos anos 1980.


Júlia Lopes de Almeida integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejou a criação da Academia Brasileira de Letras. Seu nome constava da primeira lista dos 40 "imortais" que fundariam a entidade, elaborada por Lúcio de Mendonça.
Na primeira reunião da ABL, porém, seu nome foi excluído. Os fundadores optaram por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que lhes servia de modelo. No lugar de Júlia Lopes entrou justamente o seu marido, Filinto de Almeida, que chegou a ser chamado de "acadêmico consorte".
O veto à participação de mulheres só terminou em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz para a cadeira nº 5.
Suas obras possuem traços tanto do realismo quanto do naturalismo.


Obras de Júlia Lopes de Almeida


Traços e iluminuras (1887)
A família Medeiros (1892)
A viúva Simões (1897)
Memórias de Marta (1899)
A falência (1901)
Ânsia eterna (1903)
A intrusa (1908)
A herança (1909)
Cruel amor (1911)
A Silveirinha (1913)
Correio da roça (1913)
Era uma vez… (1917)
A isca (1922)
Pássaro tonto (1934)
O funil do diabo (1934)


Fonte: Wikipédia, Mundoeducação

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